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20/12/2010

Veja dez coisas que você não deveria contar aos amigos no Facebook.

Cuidado com o que você publica nessa rede social. Algumas informações não deveriam ser compartilhadas nunca. Veja a seguir algumas dicas sobre o que deixar de fora de seu perfil no Facebook.


1. Data e lugar de nascimento: embora seja bom receber felicitações no Facebook no dia de seu aniversário, pense bem antes de colocar a data completa na rede social. Beth Givens, diretora-executiva da Privacy Rights Clearinghouse, diz que revelar a data exata de seu aniversário e seu local de nascimento é como entregar seus dados financeiros a bandidos. Pesquisadores da Universidade Carnegie Melon descobriram recentemente que poderiam reconstruir o número do CPF dos americanos usando a data de aniversário e o lugar de nascimento. Mude a data para alguns dias depois ou antes do verdadeiro

2. Endereço e fachada de sua casa: divulgar seu endereço permite que qualquer pessoa com quem já compartilhou essa informação saiba onde você vive. Além disso, isso pode causar repercussões negativas. Por exemplo, há casos em que os ladrões invadiram casas de usuários do Facebook porque os donos disseram que não estavam em casa. O site Identity 911 recomenda aos usuários para não postar fotos que revelem a fachado do apartamento ou da casa, nem dos itens valiosos que haja dentro

3.Viagens longas e passeios: não faça atualizações de status quando estiver longe de casa, avisa o colunista do jornal The New York Times, Ron Lieber. Quando divulga as datas de suas férias pode estar avisando pessoas não confiáveis que sua casa vai ficar vazia e desprotegida. Lieber aconselha a dizer que ela tem alarme e um cão de guarda. Não publique mensagens como “saí para correr” “ou "no shopping com meu amorzão”, avisa o Identity Theft 911. Bandidos podem usar essas informações para invadir sua casa.

4.Fotos inadequadas: cuidado com as imagens que você publica. A essa altura, quase todo mundo sabe que fotos atrevidas, ilegais ou até incriminadoras publicadas no Facebook podem custar seu emprego. Até imagens apagadas podem voltar para assombrar sua vida. A Ars Technica descobriu recentemente que se alguém salvou o endereço dela, é possível que ela continue vagando pelo espaço virtual.

5.Confissões: não aguenta mais o seu chefe? Traiu sua melhor amiga? Não conte ao Facebook. As configurações de privacidade do site permitem que o usuário controle com quem quer compartilhar informações – você pode criar um grupo formado só por seus amigos mais próximos –, mas depois que uma foto foi publicada pode ser difícil apagar a prova e impedir que se espalhe. Existem vários exemplos de funcionários sendo demitidos por falar demais, assim como muita gente que foi presa por compartilhar informações na rede social. Antes de publicá-la, tenha certeza de que a foto não vai, literalmente, acabar com sua imagem.

6.Número do seu telefone: cuidado onde você bota seu telefone. Se você colocá-lo em seu perfil, dependendo das configurações de privacidade, até seus amigos mais distantes (como seus ex, amigos do colégio, amigos de amigos) poderão acessá-lo e ligar para você. Há algum tempo, o programador Tom Scott criou um aplicativo chamado Evil (diabo, em inglês) que exibe números de telefones publicados em qualquer parte do Facebook. Medo...

7.Contagem regressiva para as férias: segundo o programa da rede CBS, MoneyWatch, fazer a contagem regressiva dos dias que faltam para as férias pode ser tão ruim quanto dizer quantos dias vão durar suas férias. Se quiser, só publique as fotos da viagem depois que voltar. Mais nada.

8.Os nomes de seus filhos: ladrões de identidade também atacam crianças. A revista Consumer Reports aconselha a não usar o nome de uma criança em títulos de posts ou para marcar fotos (tag, em inglês). Se alguém botar o nome de seu filho em uma, para apagá-la, clique em Remover Marca. Se seu filho está no Facebook e alguém incluiu o nome dele peça para a pessoa tirá-la.

9.Atitudes arriscadas: se você usa seu carrão para fazer rachas ou fuma como uma chaminé, cuidado. As empresas de seguros estão vasculhando a web para saber se seus clientes (ou potenciais clientes) têm atitudes arriscadas, revelou a Insurance.com. Algumas dessas empresas chegam até a reajustar os prêmios dos usuários baseados no que eles publicam na rede social.

10.Perfil em buscas públicas: você quer que sua página na rede social – informações como gênero, nome e foto do perfil – apareçam em uma busca no Google? Se não quer, ajuste as configurações para impedir que ele apareça nas páginas de resultados de busca. O Consumer Reports diz que isso evita que estranhos acessem sua página. Para evitar esse tipo de problema vá em Configurações de Privacidade, Conta e Compartilhamento no Facebook.


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Barrinha MaynaBaby

03/05/2010

Carne produzida em laboratórios abre portas para um futuro sem matadouros

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou
de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros

Alguns países já investem milhões nesse tipo de pesquisa

A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto.

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista Time em 2009, seria "mais saudável e menos poluente" e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores.

Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A (H1N1, popularmente conhecida como suína).

Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nessa área,

diz que também será possível produzir carne light.

- E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos.

Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que "a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado", como o leite e o queijo. Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana ele não detalhou o assunto.

- Não sabemos de nenhum risco.

A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a floreta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas.

A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos. Por enquanto, os resultados são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.

Se a tecnologia continuar avançando, "de cinco a dez anos", estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife "tradicional".

O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.

- Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora precisam de pesquisa biomédica.

O governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões (R$ 8,69 milhões), seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.

Para o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes. Esses avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.

Tal setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja.

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01/05/2010

Pesquisadores alemães criam carro dirigido com o olhar

Veículo com inteligência artificial é dirigido sem as mãos e perdoa erros do motorista


Uma universidade alemã apresentou, o protótipo de um carro dirigido apenas com o olhar. Apelidado de Espírito de Berlim, o veículo testes de direção na pista do aeroporto de Tempelhof, no sul da capital alemã.
O carro é uma pequena perua adaptada pela Universidade Livre de Berlim (FU, na sigla em alemão) que pode ser dirigido só com o olhar, sem que as mãos tenham de tocar a direção.

O protótipo teve de dar voltas na pista do aeroporto alemão desativado, explicou Raúl Rojas, especialista em informática e diretor do departamento de inteligência artificial, que desenvolve essa tecnologia.

- Esse tipo de veículo está proibido em vias normais de circulação.

O colega de Rojas ocupou o lugar do motorista e usou um capacete dotado de uma câmera que foca os olhos. Cada mínimo movimento do olho é transmitido ao computador que o transforma em um impulso enviado à direção do veículo.

Cheio de receptores, cabos e processadores, o carro é capaz de perdoar uma eventual falta de atenção do motorista: se não houver nenhuma curva no lugar para o qual a vista foi desviada, o automóvel anula a ordem de girar.

O automóvel custou em trono de R$ 353,89 mil (150.000 euros), é "um passo rumo ao carro sem motorista", contou Rojas, que vivem em Berlim há 27 anos.

Rojas explicou que o departamento de inteligência artificial da universidade alemã e as universidades americanas de Stanford e de Carnegie Mellon estão na liderança das pesquisas nesse setor.
Mas a produção em massa desse veículo ainda está longe de acontecer. Para isso, serão necessários de 20 a 30 anos para que a tecnologia amadureça e para que os veículos sejam autorizados pela legislação.

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Barrinha MaynaBaby

30/04/2010

Designer cria lâmpada que funciona à base de tomate


O fruto não pode ser consumido depois de usado para iluminar porque perde acidez

Filamentos de ouro são usados para conduzir a energia

Os benefícios do tomate para a saúde são bem conhecidos, mas ninguém nunca tinha pensando que o fruto pudesse servir para iluminar um quarto.
O estudante de desenho industrial israelense Sigal Shapiro, que criou a original lâmpada-tomate teve a ideia há quatro meses. Em poucas semanas, a novidade teve grande repercussão em sites de design ecológico.
O método é bem simples: uma dúzia de tomates serve de bateria para uma lâmpada de pequenas dimensões coberta com ouro para alcançar a condução necessária.
A lâmpada, que foi apresentada na feira de desenho que aconteceu em Milão (Itália) neste mês, recolhe a energia dos tomates aos quais são introduzidos zinco e cobre, que geram uma reação química proporcionada pela acidez dos frutos.
Seu autor faz parte de um projeto chamado d-Vision, com sede na cidade israelense de Herzeliya, ao norte de Tel Aviv, que promove bolsas de estudos e pós-graduação em desenho industrial.

Ezri Tarazi, chefe do programa d-Vision para jovens talentos do desenho industrial em Israel, comentou sobre esse tipo de iluminação.
- A metáfora de todo o projeto é o fato de que atualmente a tecnologia LED se tornou suficientemente boa para substituir as luzes anteriores, pois consome um décimo da energia e tem maior vida útil. Nesse sentido, a exibição aposta pelo futuro da iluminação em virtude da revolução da luz LED.
O projeto tenta mostrar que com a LED não é necessário grande quantidade de energia, mas apenas tomates. Tarazi explicou que limões ou batatas também podem ser usados.
- Não se trata de alta tecnologia, nos baseamos nos testes que todo aluno do ensino médio realiza no laboratório de física do colégio e que consiste em transformar uma fruta em bateria.
Ele disse que o nome do desenho, Still Light, faz referência à expressão em inglês still life, que significa “natureza morta”.
- Capturamos a vida de algo que vai morrer, e, nesse caso, capturamos a energia de algo perecível, pois o tomate apodrece e deixa de ser útil para o consumo no prazo de duas semanas.
Após a utilização do tomate como fonte de energia, ele não pode ser consumido, já que, segundo os criadores da lâmpada, o fruto perde suas propriedades ácidas. Os inventores destacam que, por enquanto, a peça desperta interesse apenas em colecionadores e em alguns museus, e que não pretendem aumentar a produção para uso doméstico.
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Barrinha MaynaBaby

26/04/2010

Cientistas usam microscópio para fazer arte com o lado invisível da natureza




Pesquisadores e alunos do INCTMN (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) andam fazendo arte com o lado invisível da natureza.

Há duas semanas, as imagens Net-like, de Ricardo Tranquilin, e Bees at Home, de Daniela Caceta, ficaram, respectivamente, em segundo e quarto lugares na 4ª Mostra Internacional Online de Nanoarte 2009-2010, organizada pela Universidade de Nova York, que premiou dez trabalhos.

Os dois brasileiros são técnicos em microscopia eletrônica do instituto, que fica Araraquara. Tranquilin, que também é doutorando em ciências de materiais pela Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, conta que, apesar de a mostra existir há quatro anos, este foi o primeiro que ele e seus colegas resolveram participar.

Além do reconhecimento, as obras podem faturar um bom dinheiro no mercado de artes - por preços que variam de US$ 1.000 (R$ 1,7 mil) a US$ 14 mil (R$ 24,66 mil) -, já que nenhum artista consegue fazer obras com essa complexidade visual.

Neste ano, a mostra contou com 243 trabalhos de 54 laboratórios de 16 países. Orientada pelo técnico em microscopia do instituto, a equipe de pesquisadores brasileiros enviou 15 imagens. O primeiro lugar ficou com a dupla italiana Simone Battiston e Andrea Leto, pela obra Strelitzia-like titanium oxide. Todas as obras podem ser vistas no site da mostra.