26/04/2010

Cientistas usam microscópio para fazer arte com o lado invisível da natureza




Pesquisadores e alunos do INCTMN (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) andam fazendo arte com o lado invisível da natureza.

Há duas semanas, as imagens Net-like, de Ricardo Tranquilin, e Bees at Home, de Daniela Caceta, ficaram, respectivamente, em segundo e quarto lugares na 4ª Mostra Internacional Online de Nanoarte 2009-2010, organizada pela Universidade de Nova York, que premiou dez trabalhos.

Os dois brasileiros são técnicos em microscopia eletrônica do instituto, que fica Araraquara. Tranquilin, que também é doutorando em ciências de materiais pela Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, conta que, apesar de a mostra existir há quatro anos, este foi o primeiro que ele e seus colegas resolveram participar.

Além do reconhecimento, as obras podem faturar um bom dinheiro no mercado de artes - por preços que variam de US$ 1.000 (R$ 1,7 mil) a US$ 14 mil (R$ 24,66 mil) -, já que nenhum artista consegue fazer obras com essa complexidade visual.

Neste ano, a mostra contou com 243 trabalhos de 54 laboratórios de 16 países. Orientada pelo técnico em microscopia do instituto, a equipe de pesquisadores brasileiros enviou 15 imagens. O primeiro lugar ficou com a dupla italiana Simone Battiston e Andrea Leto, pela obra Strelitzia-like titanium oxide. Todas as obras podem ser vistas no site da mostra.

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